quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Noção de perigo? Onde?

Estou para ver cãozinho mais sem noção de perigo que a ilustre vira-lata laranjada que habita esta residência. Sim, eu sei que cachorros não dominam a arte de saber o que é perigoso, mas a Rory não é destemida, como aqueles cães de seriado americano. Ela simplesmente não sabe o que é perigoso!

Devo lembrar que, numa escala de zero a 10, a criaturinha fica com sete em falta de coragem. Basicamente ela foge de estranhos, de barulhos altos, de vassouras e de coisas caindo. Porém, cachorros três vezes maiores que ela, com dentes arreganhados não a intimidam; janelas de apartamentos abertas e com a possibilidade de cair lá embaixo não a assustam e o fogo embaixo da panela não a faz ficar um pouco mais longe.

Pior: uma amante incondicional de pombos, ela pensa piamente que tem asas iguais às deles. Outro dia seguia o ritual natural de botar a figura no colo, apoiada na grade da janela para ver o absoluto nada que é possível ver de um apartamento virado para outros prédios. Interessantíssimo, não?

Ela acha o ápice do dia. E reclama em altos decibéis se não é logo atendida (um monstrinho laranja). Pois bem, cachorrinha de três quilos, comprida e fina, apoiada em grade de apartamento. Imaginou a manchete bizarra no jornal? “Cachorro tenta voar com pombos e cai do 2° andar”. Eu imaginei a reportagem inteira, enquanto ela fazia a maior força para descer e “forçar amizade” com o pássaro mais próximo.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Lista de Rory


O passatempo novo de Rory é se esconder embaixo dos móveis. Por motivos variados. Creio que ela tem a seguinte lista escondida em algum lugar.

- Bagunçou, mordiscou o que não devia, fez um xixizinho fora de lugar: se esconda embaixo do sofá;
- “Achou” um pacote de biscoitos dentro da mochila da sua dona, comeu tudo, ela descobriu e está furiosa atrás de você: se esconda embaixo da cama;
- Sua dona passou do seu lado com uma vassoura, que jamais foi utilizada para bater em você: se esconda embaixo do sofá;
- Sua outra dona está preparando o almoço: embaixo do móvel da cozinha você fica segura e ainda pega pedaços das comidinhas que caírem;
- A cortina está balançando freneticamente por causa do vento que faz barulhos estranhos lá fora: debaixo da cama que ficar mais próxima;
- Chegou visita/entregador/gente estranha em geral: se esconda embaixo do sofá que a Bruna dá conta das canelas sozinha!

Lógico que todas estas opções podem ser substituídas por pular no colo de alguém que esteja disponível, ou não. No caso de colo, o item é único e muito claro: suba e aproveite, só pode ser seu!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Cabo de guerra

Cachorros que vivem em apartamento (“apertamento”, se preferir) tem uma leve tendência a adaptar brincadeiras para o pouco espaço. Seu cachorro corre o quintal inteiro? As minhas não, na falta de quintal elas atravessam o corredor em altíssima velocidade, quicam no sofá e correm novamente de encontro à porta do banheiro, prontas para recomeçar a maluquice.

Outra opção é correr como se não houvesse amanhã e se esconder embaixo dos móveis: sofás, camas e armário da cozinha incluídos. Apenas pelo prazer de ouvir a colega de quatro patas que ficou de fora latir em altíssimos decibéis para tirar a outra de lá.

Mas, a brincadeira favorita ultimamente é fazer cabo de guerra com qualquer item que as patinhas possam encontrar. Meias velhas e puídas não fazem mais a cabeça das minhas fofuras. Passei uma semaninha fora de casa, a trabalho. Insatisfeitas, as minhas adoráveis pestinhas acharam que seria interessante fazer cabo de guerra com a minha coberta. Assim, sem a menor cerimônia.

Pena que não tenho nenhuma foto para ilustrar. Mas desconfio que minha toalha também foi usada no processo. Outro dia notei que surgiu um furo razoável em uma das pontas, coisa que não existia antes de eu viajar. Saudade? Pode ser uma demonstração um pouco bruta, mas deve ser. Ou então é só mais uma brincadeira criativa.