terça-feira, 15 de abril de 2014

Apague a luz, por favor!

Rory veio de encomenda.

De todos os animais que me lembro de ter em casa, essa figurinha alaranjada como o Garfield, é a única a ser vampira o suficiente para não gostar de lâmpadas acessas. Quando quer dormir, ela consegue ser um vidrinho bem pequeno de insuportabilidade.

Diga boa noite. Vá deitar e tente ler com ela no quarto para ver se não resulta em um olhar fuzilante para você, para o material de leitura e para a luz acessa, nesta ordem. O dia em que ela descobriu ser possível tampar a cabeça com as cobertas, foi a glória. Mas, ainda assim, ela faz cara de insatisfeita até hoje, antes de desistir e se esconder embaixo das cobertas.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Autor Insensato


Acontecimentos drásticos drama queen mode on me levam a postar aqui. Este pobre blog ficou abandonado tempo demais. E as minhas fofuras não estão ficando mais santas comportadas com o passar do tempo.

Eu nem vejo novela e no dia 05/04 estava no show da lenda viva do metal Ozzy Osbourne. Mas foi só visitar as redes sociais e descobrir que soltaram uma daquelas pérolas na novela das 9, qual é o nome daquilo mesmo? Ah, minha assessora para assuntos aleatórios amiga soprou aqui que é Insensato Coração. Perdoem a brincadeira infame, mas insensato é o autor!

Eu prefiro nem pesquisar quantos animais são abandonados diariamente no Brasil, nem sei se tem estatísticas confiáveis para isso, porém tenho absoluta certeza de que não é pouco. Daí um autor de novela renomado, tido com um dos melhores (opiniões de terceiros, nunca assisti nem meia novela direito) coloca uma informação completamente distorcida no texto e fica por isso mesmo?

Os gatos que serão abandonados com a justificativa errônea de que transmitem doenças agradecem mesmo, de coração. Não tem consultoria para um montão de coisas nesses programas? Passou da hora de ter uma séria para explicar o meio de contágio das doenças, e revisar o texto antes de ir ao ar. O que não pode acontecer de novo é usar um horário cobiçado na televisão para desinformar as pessoas.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Vira-Latas estilosos

Olha, não sei vocês, mas eu simplesmente adoro usar o consumismo do Natal em prol do que realmente importa nesta data (e no ano inteiro): fazer o bem e ajudar de verdade quem precisa.

Como amante incondicional dos focinhos, eu já garanti o meu kit. E ajudei umas figuras foférrimas, com certeza!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Noção de perigo? Onde?

Estou para ver cãozinho mais sem noção de perigo que a ilustre vira-lata laranjada que habita esta residência. Sim, eu sei que cachorros não dominam a arte de saber o que é perigoso, mas a Rory não é destemida, como aqueles cães de seriado americano. Ela simplesmente não sabe o que é perigoso!

Devo lembrar que, numa escala de zero a 10, a criaturinha fica com sete em falta de coragem. Basicamente ela foge de estranhos, de barulhos altos, de vassouras e de coisas caindo. Porém, cachorros três vezes maiores que ela, com dentes arreganhados não a intimidam; janelas de apartamentos abertas e com a possibilidade de cair lá embaixo não a assustam e o fogo embaixo da panela não a faz ficar um pouco mais longe.

Pior: uma amante incondicional de pombos, ela pensa piamente que tem asas iguais às deles. Outro dia seguia o ritual natural de botar a figura no colo, apoiada na grade da janela para ver o absoluto nada que é possível ver de um apartamento virado para outros prédios. Interessantíssimo, não?

Ela acha o ápice do dia. E reclama em altos decibéis se não é logo atendida (um monstrinho laranja). Pois bem, cachorrinha de três quilos, comprida e fina, apoiada em grade de apartamento. Imaginou a manchete bizarra no jornal? “Cachorro tenta voar com pombos e cai do 2° andar”. Eu imaginei a reportagem inteira, enquanto ela fazia a maior força para descer e “forçar amizade” com o pássaro mais próximo.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Lista de Rory


O passatempo novo de Rory é se esconder embaixo dos móveis. Por motivos variados. Creio que ela tem a seguinte lista escondida em algum lugar.

- Bagunçou, mordiscou o que não devia, fez um xixizinho fora de lugar: se esconda embaixo do sofá;
- “Achou” um pacote de biscoitos dentro da mochila da sua dona, comeu tudo, ela descobriu e está furiosa atrás de você: se esconda embaixo da cama;
- Sua dona passou do seu lado com uma vassoura, que jamais foi utilizada para bater em você: se esconda embaixo do sofá;
- Sua outra dona está preparando o almoço: embaixo do móvel da cozinha você fica segura e ainda pega pedaços das comidinhas que caírem;
- A cortina está balançando freneticamente por causa do vento que faz barulhos estranhos lá fora: debaixo da cama que ficar mais próxima;
- Chegou visita/entregador/gente estranha em geral: se esconda embaixo do sofá que a Bruna dá conta das canelas sozinha!

Lógico que todas estas opções podem ser substituídas por pular no colo de alguém que esteja disponível, ou não. No caso de colo, o item é único e muito claro: suba e aproveite, só pode ser seu!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Cabo de guerra

Cachorros que vivem em apartamento (“apertamento”, se preferir) tem uma leve tendência a adaptar brincadeiras para o pouco espaço. Seu cachorro corre o quintal inteiro? As minhas não, na falta de quintal elas atravessam o corredor em altíssima velocidade, quicam no sofá e correm novamente de encontro à porta do banheiro, prontas para recomeçar a maluquice.

Outra opção é correr como se não houvesse amanhã e se esconder embaixo dos móveis: sofás, camas e armário da cozinha incluídos. Apenas pelo prazer de ouvir a colega de quatro patas que ficou de fora latir em altíssimos decibéis para tirar a outra de lá.

Mas, a brincadeira favorita ultimamente é fazer cabo de guerra com qualquer item que as patinhas possam encontrar. Meias velhas e puídas não fazem mais a cabeça das minhas fofuras. Passei uma semaninha fora de casa, a trabalho. Insatisfeitas, as minhas adoráveis pestinhas acharam que seria interessante fazer cabo de guerra com a minha coberta. Assim, sem a menor cerimônia.

Pena que não tenho nenhuma foto para ilustrar. Mas desconfio que minha toalha também foi usada no processo. Outro dia notei que surgiu um furo razoável em uma das pontas, coisa que não existia antes de eu viajar. Saudade? Pode ser uma demonstração um pouco bruta, mas deve ser. Ou então é só mais uma brincadeira criativa.

domingo, 29 de agosto de 2010

Precisa-se de uma paticure

Minha Cocker Spaniel não sabe cortar as próprias unhas. Aliás, em matéria de ser cachorro, ela é completamente desnorteada em muita coisa. Deve ser porque foi tirada da mãe cedo demais. Tecnicamente filhotes de Cocker devem ter as características da raça, certo? Pois a Angel tinha cara de cachorro, bem genérica. Pelo branco e preto, focinho preto redondinho, um toquinho de rabo e só. A orelha nem de longe lembrava de que raça ela devia ser.

Portanto, dar um jeito nas unhas não é exatamente o forte dela. Enquanto morávamos em casas, não dava para notar, porque ela acabava lixando no cimento do lado de fora ou no asfalto quando fugia. Logo que mudamos para o apartamento, nada também. Visitas periódicas ao pet shop para banhos e tosas camuflaram a falta de jeito, mais uma vez.

Só que aí veio a primeira infecção de ouvido. E a decisão de evitar banhos fora de casa até a situação estar controlada (o que não aconteceu, o problema sempre volta). Prestando atenção nas outras cachorras da casa, percebi que a Angel é a única que não corta as próprias unhas. A Bruna faz dramas épicos para deixar cortá-las com o cortador. Juro que não sei o que o pessoal do pet faz. A Rory só dormindo profundamente. Mas as duas se resolvem sozinhas mordendo as unhas entre os passeios.

Angel, minha cachorra meio gata – a babá dela quando filhote era a gata que minha avó tinha – nunca faz isso. Ao menos um pouco de chantagem com biscoitos e muito carinho resolvem e ela acaba deixando eu apará-las, com certa má vontade, uma série de resmungos e alguma ameaças de mordida, é claro. Nem tudo na vida pode ser fácil assim.