sexta-feira, 28 de maio de 2010

Cachorros e suas lixeiras

Outro dia o @kikoloureiro escreveu que a Anastacia era uma velha louca e tinha revirado todo o lixo da cozinha. Li e rolei de rir. Simplesmente porque o passatempo favorito das vira-latas e da vira-lata por excelência aqui de casa é exatamente revirar lixeiras. Sim, eca! Porém, cada uma tem sua preferência. Não é assim qualquer lixo, muito menos qualquer hora. Existe todo um cronograma, uma preparação detalhada e muita pesquisa antes do ataque aos restos.

Angel, a número 1, pensa apenas na barriga. Para ela é apenas uma questão de conseguir aquele quitute que as humanas maldosamente insistem em não dar. Ou seja, ela ataca a lixeirinha da cozinha, em cima da pia. É só sair e esquecer-se de esvaziar a lixeira que ela acha uma forma de se esgueirar entre a geladeira e a pia. E, ao chegar em casa, a cena é a do lixo belamente esparramado no chão. O que faltar, como ossos, é o que ela queria. Caso ainda esteja mastigando, nem tente chegar perto, por amor aos seus dedos e braços.

Bruna, a número 2, pensa na diversão e no grau de porcalheira que pode te enojar. Tá bom, não tanto, mas a questão é que o lixo favorito dela é o do banheiro (eca²), pronto. Na verdade, ela gosta do papel higiênico e já destruiu alguns rolos novinhos para comprovar essa teoria. A porta do banheiro costuma ceder depois de alguns empurrões mais fortes, e ela sabe disso. As opções viáveis são: a. esvaziar a lixeira antes de sair ou b. colocar a lixeira dentro do box e deixar bem fechado. Ah, e guardar o rolo limpo dentro do armário. Em caso de esquecimento é se preparar para a faxina e tentar não jogar a criatura na máquina de lavar.

Rory é a menor e mais feliz. Não faz barulho e não vira confete, não interessa. Ou seja, encarte de loja, revista, jornal e contas envelopadas precisam de abrigo seguro. Recentemente caí na bobeira de deixar uma revista no sofá, para ler depois. Só uma matéria tinha me interessado/ indignado, então eu precisava de um tempo para processar a chamada antes de ler propriamente. Saímos, não deu outra. Na volta, jaziam no meio da sala os frangalhos da publicação, sem a mínima chance de remendar com fita adesiva. Os outros pedacinhos estavam por todo o perímetro da residência. Se bobear, ainda dá para achar algum.

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