sexta-feira, 16 de julho de 2010

O cachorro no espelho

Li uma vez que cachorros não gostam de espelhos porque não conseguem identificar o próprio reflexo. Para eles, seria outro animal, um que eles não conseguem alcançar. A Bruna é a prova disso. Seja no vidro, no espelho, ela simplesmente odeia. Fica encarando um tempo mínimo e depois vira o focinho para outro lado, só para não ver aquele cachorro intrometido que aparece ali.

A Rory, ao contrário, é de lua. Tem dias em que ela é a contestação em pelo e focinho.Vê uma porta de vidro, vai lá, balança o rabo, late e chama o próprio reflexo para brincar. Espelho, ela cheira, se arruma, faz pose, só falta conferir se o penteado está bonito e se os fios estão no lugar.

Mas tem dias que ela amanhece não gostando. E, nessas ocasiões, a imagem dela vira um monstro, pior do que aquele que se esconde embaixo da cama da gente na infância. Late, resmunga e foge como se a vida dependesse disso. E fica revoltada quando ninguém corre para socorrê-la.

O meu medo é o dia que ela conseguir, finalmente, trazer o cachorro bonitinho do espelho para brincar com ela. Se uma vira-lata minúscula metida a ser pessoa já não é fácil, imagina duas da mesma tendo ataques pela casa? Aí, eu é que vou querer morar no espelho.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Cachorros e serviços


Receber prestadores de serviço em casa é uma tranqüilidade, juro. Bruna e Rory acabaram de descobrir que conseguem uivar em perfeita sincronia. Elas também resmungam, bocejam, arranham a porta ao mesmo tempo. Os técnicos da televisão por assinatura (aquela que não é TV, é... por R$ 69,90) estão na sala fazendo não sei bem o quê e as duas adoráveis pestinhas estão aqui arduamente tentando me convencer que merecem ir lá socializar.

No caso da Rory significaria olhar para as pessoas estranhas e latir de medo, para logo se refugiar embaixo do sofá. No da Bruna seria mirar os calcanhares e conferir se a barra da calça resiste aos dentes dela. Para evitar constrangimentos, simples! Estou trancada com elas dentro do meu quarto. Ou você acha que eu tenho dinheiro para o processo, caso Bu morda mesmo a perna dos moços? Não mesmo. E o psicólogo para tratar a vergonha do vexame que a Rory pode desenvolver? Não também.

A Angel, que é dócil, sociável ao extremo e cega, está lá na sala mesmo. Pode acontecer qualquer coisa, inclusive cair um meteoro aqui ou o apocalipse chegar antes de 2012, que a cocker não se importa. Desde que as almofadas e o edredom dela continuem no mesmo lugar, está tudo sob controle. Simples assim. E se as pessoas dela deixaram os estranhos entrarem, já viraram amigos e ela vai é pedir carinho na cabeça e colo, com certeza.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Caninus possessivus


Pelo entre as almofadinhas das patas – não pode cortar!
Pelo caindo nos olhos – não pode cortar!
Unha fazendo tec-tec no chão, parecendo lâmina – não pode cortar!

Por que cachorro é tão possessivo? Nenhuma das figuras desta residência deixa fazer nenhuma das ações acima sem uma boa dose de chantagem (bolinha, biscoito, ração) e algumas tentativas frustradas.

É tentar cortar a “franja” na frente dos olhos que o canino em questão se refugia debaixo do sofá ou da cama. As unhas assassinas elas deitam em cima no segundo que o cortador é trazido ao recinto. Pelo entre as almofadinhas, que faz atravessar a sala desgovernadamente e bater no vidro da varanda, é sagrado, vem com a plaquinha de não toque!

Podem estar em sono profundo, roncando alto. Ouviram a tesoura, abrem os olhos com toda a propriedade do mundo, como se estivessem apenas descansando as pálpebras. E completam a cena com aquele olhar de desprezo que só um focinho pode te dar. E você com a cara mais sonsa, disfarçando que a tesoura ou cortador nada tinha a ver. Foi só impressão.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Bunker para a Copa


Copa do mundo chegando e a vizinhança inteira já está com seus aparatos de torcida: apitos, cornetas, fogos de artifício, buzinas e toda a sorte de coisas barulhentas. Inclusive som automotivo e a televisão nova gigante de tela plana. Sinceramente, não gosto de barulho em hipótese quase nenhuma, fico irritada e mal-humorada. Ou seja, copa não é exatamente um evento que me faça pular de alegria.

Este ano, a preocupação não é tanto comigo. Inventaram milhões de maneiras de eu me distrair durante os jogos e, contra o barulho há fones de ouvido super potentes. Dá para jogar viodeogame, assistir séries inteiras em DVD, fazer maratona de filmes. Isso sem sair de casa! O que está me incomodando é que toda essa alegria concentrada (e barullhenta) vai acabar incomodando os ouvidinhos mais sensíveis da casa.

Alguém sabe se existe tampão de ouvido para cachorro? Tenho a nítida impressão que a minúscula Rory, de seis meses vai ter ataques de pânico. Semana passada teve festa de aniversário aqui perto e os balões sendo estourados já serviram para elar correr e se esconder. Avião pode passar o dia todo ela nem liga, mas é só passar um helicóptero que ela faz cara de terror e pânico. O vizinho de sempre gritando gol e mais alguns xingamentos enquanto assiste futebol já serve para deixá-la irritada e procurando a voz pela casa.

Imagine a situação quando for quase a quadra inteira aos berros, com todas as bugigangas e mais as televisões no último volume? Será que ainda encontro um abrigo atômico desativado em boas condições, para me esconder com ela? Com certeza, será um período nada monótono!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Rory e os anos 80

Quando afirmo que casa que tem bicho é outra coisa, não estou de brincadeira. Ainda na febre do aniversário de 30 anos do Pacman, estava jogando no computador. E a Rory dormindo aqui do lado do notebook. Tudo bem, um silêncio danado. Aí a pequena começou a acordar. Sentou, abriu a boca e resolveu de cheirar a tela, como de costume.

Só que ela realmente achou interessante ver aquele monte de pontinhos coloridos na tela e cismou em querer pegá-los! Resultado: além de perder o jogo, o monitor está todo manchado com as marcas do focinho da figura, tentando alcançar fantasmas e Pacman. Eu só consegui dar risada da situação, porque como é que eu ia dar bronca na cachorra?

Eu devia ter previsto. Uns dois dias atrás ela achou a musiquinha do jogo irritante e ficou procurando aqui, sendo que eu estava usando os fones de ouvido. Cheirou tudo, fez cara de indignada, mas nem olhou para a tela. Hoje ela SÓ prestou atenção na tela.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Kola Lutz


Parece que eu estava adivinhando! Desde Crepúsculo eu acho o Emmet o vampiro mais legal da família Cullen. E quando vieram os filmes, não que Robert Pattison e Taylor Lautner não sejam lindos e tal, mas sempre fui do contra, ok? Meus favoritos são Kellan Lutz e Jackson Rathbone, de longe.

Mas o que eu estava adivinhando mesmo? Ah, sim. Achei uma revista sobre cachorros graças ao @kLutzbuzz, que colocou um link para uma revista chamada Doggie Aficionado. A chamada era: Twilight's Kellan Lutz and pooch Kola on the cover of Doggie Aficionado¹. Claro que eu fui correndo baixar a matéria, dá para ler a revista toda online. A Kola foi resgatada e estava em um abrigo de animais. O Kellan conta na entrevista que pôs a mão na grade da gaiola e chamou a cachorrinha, que foi até ele e a lambeu.

E tem um monte de fotos da Kola Lutz espalhadas na net. Escolhi esta da sessão de fotos da revista. A cachorrinha é uma graça, se bem que sou muito suspeita para comentar isso, já que para mim não tem cachorro feio.

¹ Kellan Lutz de Crepúsculo e a cadela Kola na capa de Doggie Aficionado.
Foto: http://crepusculomaniabr.blogspot.com/2010/05/outtakes-de-kola-e-kellan-lutz.html

domingo, 30 de maio de 2010

Bicho dá trabalho


Muita gente reclama que ter bicho dá muito trabalho, o que me eleva à categoria de doida, porque aqui em casa são três fofuras saltitantes. É verdade, tem dias que dá vontade de matar um: a casa está toda limpa, os móveis impecáveis, o chão lavadinho e vem uma desavergonhada e faz aquela poça de xixi bem no meio da sala, exatamente quando você jura que acabou.

Conheço quem não se abale com o trabalho, mas jura que nunca mais vai ter bicho porque perdeu algum muito querido e não quer sofrer novamente. Verdade, quando uma dessas criaturas se vai, deixa para trás muita saudade e não sei de ninguém que goste de sofrer. Mas, se você gosta desses bichos e não tiver mais nenhum, não vai ser triste do mesmo jeito?

Não vai ter mais barulho de patinhas pela casa, nem vai ter nenhuma bagunça surreal para você dar uma boa risada naquele dia ruim, quando o professor acabou com aquele projeto que parecia excelente ou aquela reunião no trabalho deixou todo mundo abalado. Aquela cesta de lixo nunca mais vai aparecer revirada, nem vai surgir uma bolinha de pelos no seu colo pedindo carinho. Imagina a monotonia que vai ser!

Em defesa dos focinhos gelados, olhinhos redondos cativantes e patinhas fofinhas, se todo mundo que sofreu por um canino, um felino ou qualquer outro animal de estimação desistir deles, pensa só a quantidade de seres incríveis que vão perder a oportunidade de se conhecer. Imagina você aí sentado perdendo a oportunidade de dar uma vida maravilhosa para uma criaturinha perdida aí na rua ou latindo desesperadamente na noite escura e sozinha da loja de animais?

Links para adoção de bichos:
guardioesdosanimais.nafoto.net
www.proanima.org.br
www.suipa.org.br